Casa da Cultura Comporta | Joana Asltofi
Cultura Local. Artes. Marcas Portuguesas. No coração da vila da Comporta.
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Joana Asltofi

Joana Astolfi nasce em Lisboa, em 1975. Astolfi é arquitecta, artista e designer. O seu trabalho resulta de um cruzamento constante entre estas três áreas. Joana vive a vida ao pormenor. Formou-se em Arquitectura no Reino Unido, University of Wales, com distinção. Estagiou em Munique e no Porto e em 1999 mudou-se para Londres onde trabalhou dois anos em remodelação de lofts, casas e interiores.

“A arquitectura é muito larga, abriu-me muitas portas. Encontrei o meu caminho cruzando a arquitectura com a arte e com o design.” (Joana Astolfi)

Em 2001, projecta a Casa Risso-Gill em Cascais. Em 2002, Joana é a primeira portuguesa convidada para integrar a FABRICA (Centro de Pesquisa Criativa da Benetton) em Veneza, onde, durante dois anos, desenvolve projectos que cruzam o design com a arte, o video, a fotografia e a gráfica, entre os quais, o novo conceito para as lojas Sisley, design de colecções temáticas de objectos, e o design de diversas exposições no Japão e na Europa. Em 2003, Joana é convidada para conceber e coordenar a exposição Canova em Itália, a maior retrospectiva jamais feita de António Canova, famoso escultor do século VIII. A exposição é nomeada para o Prémio Nacional de Design Italiano.

Joana regressa a Lisboa em 2004 e colabora com a Experimentadesign 2005, Bienal de Lisboa, ficando também responsável pelo design da exposição S-Cool Ibérica, uma das exposições fulcrais da Bienal, realizada na Cordoaria Nacional. É convidada também pelo Instituto Cervantes para moderar um debate no âmbito da 8ª Bienal de Arquitectura Espanhola.

Desde 2004 que desenvolve projectos como freelancer em arquitectura, design e direcção criativa, entre os quais o showroom/atelier dos designers de moda Storytailors no Chiado, intervenções no interior do Goodnight Hostel na Baixa de Lisboa, e o design da exposição Cem Anos da CUF no Barreiro.

Em 2007 monta a Associação Cultural de Arte Contemporânea, PuppenHaus, com Christina Bravo e Felipa Almeida, ficando responsáveis pela concepção, curadoria, produção e design de exposições de arte contemporânea. Realizam a primeira exposição colectiva com trinta artistas reconhecidos a nível nacional e internacional, A Beleza do Erro / The Beauty of the Mistake, no LX Factory, em 2009.

Joana assume o cargo de editora da secção de design da revista online Arte Capital em 2009. Nesse ano é nomeada para International Cultural Leader 2010-2011 pelo British Council. Em 2011, em parceria com o British Council, organiza e modera uma conferência/debate no Museu de Design e da Moda (MUDE) baseada no tema ‘A Beleza do Erro’, na qual convida dez profissionais de diferentes áreas criativas para responderem ao tema.

Em 2009 monta o Studio Astolfi, um atelier que se dedica a projectos de arquitectura, design de interiores, design de exposições, customização de mobiliário e a criação de peças únicas de autor. Os trabalhos de Joana Astolfi incluem a reabilitação de duas casas no Alentejo, o projecto de raiz de uma casa no sul de Portugal, a participação na exposição Habitar Portugal2009 com a peça Recta Final, a curadoria e o design de uma exposição para a Nescafé, duas instalações (A Conversa Ainda Não Chegou à Cozinha e Para Ser Grande, Sê Inteiro) nos dois novos restaurantes do chef Zé Avillez em Lisboa, a participação na Bienal de Design de Lisboa com a instalação Most Things Relate When You Put them in a Circle e o design de interiores do Café da Garagem no Teatro Taborda em Lisboa.

Em 2009, Joana lança a sua peça mais icónica, um ‘objet d’art’ – os iShells – uma peça conceptual que consiste nuns headphones em que os auriculares são substituidos por dois búzios. Esta peça poética relembra o simples gesto de aproximar uma concha do ouvido para ouvir o mar, criando uma metáfora baseada na ‘i-generation’, a geração dos i-phones, i-pads, i-pods. Os iShells são produzidos em série e estão à venda em várias lojas de design pelo mundo, incluindo a famosa loja de design Colette em Paris.

Em 2011, Astolfi é convidada para ser ‘host personality’ no Sandbox Global Summit que teve lugar no MUDE em Lisboa, onde apresenta um showcase do seu trabalho dos últimos 10 anos e organiza um leilão de peças compradas na feira da ladra e transformadas pelos participantes da conferência com o seu apoio e curadoria. Em 2011 é também convidada para ser ‘Head Concept Designer’ da Starbucks América Latina, ficando sedeada em São Paulo, mas Joana acaba por recusar o cargo. Astolfi tem dado workshops em escolas e academias de arte e design, lançando o tema: Como Ressuscitar Objectos com Joana Astolfi. Em 2012 é convidada para fazer a cenografia e Direcção de Imagem da peça de teatro História de Amor Sem Fim, encenada pelo actor Fernando Nobre e interpretada pela angolana Micaela Reis e Fernando Nobre. Joana acompanha a tournée da peça em Luanda e Benguela em 2012 e no Namibe e Lubango em 2013.

“Quando era pequena coleccionava miniaturas e fotografias antigas, inventava as histórias das personagens das fotografias. O meu brinquedo preferido era o viewmaster, passava horas a passar fotos e a viajar o mundo. Gostava de pintar por cima de quadros antigos, de escrever à máquina e de construir maquetes com miniaturas. Preferia brinquedos em segunda mão. Hoje continuo a ser uma ‘collector’ e uma voyeur, colecciono gavetas e portas antigas, cadeiras e candeeiros vintage, diários de pessoas que não conheço. Tenho uma relação muito próxima com os objectos, preciso deles perto de mim. Gosto de passear pelas lojas da Baixa, gosto de padarias, marcenarias, lojas de carimbos, drogarias que vendem tudo, gosto de cabeleireiros antigos e de douradores, de me sentar ao balcão e ouvir as histórias que os mais velhos têm para contar. Gosto de olhar para as coisas através de uma lupa.” (Joana Astolfi)

Em 2012, Astolfi é convidada para participar no projecto ‘Village Underground Lisboa’, tendo como desafio a transformação de dois antigos autocarros da Carris em restaurante e ‘meeting room’. Em Maio de 2012, Joana é convidada para fazer uma exposição a solo na Irlanda – ‘Don’t Look Back Unless it’s a Good View’ – apresentando uma colecção de peças inéditas com twist conceptual e no fim do ano é convidada pela ANA Aeroportos de Portugal para fazer a curadoria e concepção de um livro que celebra a colecção de arte da ANA.
Em 2013, a Câmara Municipal de Viseu convida Astolfi para criar intervenções artísticas em 15 lojas da Rua Direita de Viseu com o apoio de 20 alunos finalistas da Faculdade de Arquitectura de Viseu. Neste mesmo ano projecta o ‘PARK’, um restaurante bar com um jardim suspenso no 6º piso de um parque de estacionamento no Chiado com uma vista magnifica sobre toda a cidade. Em 2013, Astolfi inaugura mais duas exposições individuais de peças suas, uma no Chiado (‘Six Impossible Things Before Breakfast’) e outra na Irlanda (‘How Insomnia Can Be Beautiful’). Em 2013 Astolfi é convidada para integrar a Galeria Bloco 103 Contemporary Art, sedeada em Lisboa.

Hoje Joana dedica uma grande parte do seu tempo à criação de instalações de arte e à concepção de peças de autor. Trabalha a partir de objectos que já têm uma história e uma verdade própria e transforma-os através de um twist conceptual.

“Gosto de ressuscitar espaços e objectos ‘doentes’ ou obsoletos. Dar-lhes nova vida e um novo uso. Nos espaços e objectos em que intervenho, procuro criar tensão entre o ‘antes’ e o ‘depois’, evidenciar este ‘gap’. O conceito, a história que vou contar, é sempre o meu ponto de partida. O que me interessa mesmo é o processo criativo, mais do que o ponto de chegada, o produto final. Interessa-me o humor que surge através do inesperado, dos erros, as imperfeições. Gosto de celebrar o erro. O produto final acaba sempre por ser único e exclusivo, tem sempre uma história só sua.” (Joana Astolfi)

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